Qual a diferença entre a torra clara e escura de café?

Qual a diferença entre a torra clara e escura de café?

Qual a diferença entre a torra clara e escura de café?
Qual a diferença entre a torra clara e escura de café?

Experimentar um bom café é realmente uma sensação maravilhosa. E de acordo com o caso, nota-se algo diferente: um tom mais claro, ou um gosto mais forte, e até uma bebida menos encorpada. Por vezes, isso varia segundo a torra clara e escura do café.

Com isso, é preciso saber que a torração é um processo necessário para um bom produto final. Então, a seguir, vamos saber curiosidades de um assunto tão pertinente para o paladar brasileiro, e conhecer a diferença entre as torras de café.

Torra clara e escura: como acontece o processo de torração?

Antes de entender a diferença entre torra clara e escura, é importante conhecer a torração em si.

Em continuidade, o gosto do café cru não é tão bom como o conhecemos. Assim, ele precisa passar por processos físico-químicos, para torná-lo com as características agradáveis. Dessa forma, o grão sofre um aquecimento por meio de um torrador. O processo tem até 12 minutos, com temperaturas acima de 180°C e abaixo de 240°C.

Esse calor gera transformações necessárias ao café: as moléculas de proteínas são quebradas, e ademais, os amidos viram açúcares.

Depois, eliminam-se os ácidos, a superfície é atingida pelos óleos e substâncias voláteis são liberadas, o que aromatiza o produto. Eles se modificam lentamente. Em paralelo, a pessoa responsável deve observar a transformação dos grãos, que pode ocorrer de diferentes maneiras.

Torra clara

A torra clara é ideal para quem gosta de um café mais leve. Pois, entre a torra clara e escura, a primeira possui mais presença da acidez cítrica no grão.

Com isso, no seu processo são preservados os óleos essenciais, o que gera uma bebida mais “aveludada”, ou seja, mais encorpada. Para quem gosta de cafés mais finos e delicados, essa é a pedida ideal, porque seus grãos não desenvolvem um amargor acentuado.

Torra escura

Neste caso, a torra escura é aquela que torrou por mais tempo, o qual foi interrompida antes da queima dos grãos. Assim, seu gosto é menos ácido, com óleo na superfície e leve doçura.

Essa é a que está mais aproximada do café que normalmente é bebido no Brasil. Primordialmente, seu gosto é mais amargo e acentuado.

E a torra média?

Além das torras claras e escuras, também existe a média. Como o nome já diz, ela é o equilíbrio dos aromas e sabores, com acidez no ponto. Ela ocorre por meio de uma intensa caramelização dos açúcares e decomposição dos ácidos naturais.

Certamente, como observado, existem cafés para todos os gostos. Tem quem prefira mais doce e leve, outros gostam de sabores mais fortes e amargos. E há também quem goste do café sob medida e bem equilibrado.

De todo modo, é sempre recomendável escolher as melhores marcas para ter em casa ou na empresa, como o Café Fazenda Aliança, que conta com opções para diferentes personalidades.

Afinal, cada ser único gosta de uma bebida de acordo consigo mesmo, sem esquecer que o importante é apreciar um bom café, seja em momento de solitude ou com quem se ama.


Conheça os diferentes tipos de grãos de café

Conheça os diferentes tipos de grãos de café

Quando se toma sempre um mesmo tipo de café e, de repente, se experimenta o de outro lugar, a diferença notada pode não ser questão de preparo. Há um considerável leque de espécies de café, cada qual com sua característica mais marcante.

As espécies mais recorrentes são Arábica (Coffea arábica) e Robusta (Coffea canephora). Duas outras espécies são pouco conhecidas, a Coffea liberica e a Coffea excelsa. Todas as espécies apresentam diversas variações que, assim, oferecem um prato cheio de diferentes sabores, acidez e aromas aos apreciadores de café.

Confira, a seguir, um poucos mais das espécies mencionadas:

  • Arábica

A espécie mais recorrente tem suas características aprimoradas quando plantado acima de 1000 metros do nível do mar. Originária da Etiópia, a arábica requer cuidados maiores em relação às outras espécies, pois é mais suscetível às condições adversas de cultivo. Em grandes altitudes, recebe chuvas e sombras adequadas para que tenha maior qualidade.

Apesar de serem mais propensas a doenças, como a ferrugem, os pés de arábica são fáceis de serem cuidados e podados. Seus grãos, em estado de excelência, possuem menos cafeína e mais açúcares, o que o torna ideal para misturas diversas (os blends) e cafés gourmet

  • Robusta

Ao contrário da arábica, o grão de robusta é mais versátil às condições adversas de cultivo e, por isso, é a segunda espécie mais plantada. Vinda da África ocidental, a robusta suporta climas instáveis e altitudes mais baixas, em cerca de 600 metros. Possui maior teor de cafeína e, por isso, é também mais resistente a doenças. Como conseqüência direta, seu sabor é mais forte e amargo.

Um grão bem cultivado tem sabor bem encorpado e denso, porém de leve textura e acidez. Ideal para a produção de café solúvel e, também, ser tomado com leite ou creme.

  • Libérica

O café libérica surgiu como paliativa solução para uma infestação de ferrugem que destruiu as plantações de arábica no final do século XIX. As Filipinas foram o país pioneiro e exclusivo no fornecimento durante este período. Ao declararem independência dos E.U.A., sofreram com cortes dos americanos e a espécie não pode mais ser cultivada da maneira adequada.

Seus grãos não seguem padrão de forma ou tamanho, com aroma frutado e amadeirado. É uma espécie rara, mas ainda é possível encontrá-la com algum esforço.

  • Excelsa

O café excelsa cresce em grandes árvores e têm semelhança com amendoeiras, cultivada no sudoeste da Ásia.

Apesar de representar minúscula parcela nas vendas mundiais de café, o excelsa é usado em misturas por suas características únicas. Seu grão possui notas frutadas de azedo e torra. Recentemente, tem sido classificada como uma espécie de libérica pela forma de cultivo.

 

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