Qual a idade indicada para começar a tomar café?

Qual a idade indicada para começar a tomar café?

Provando o mundo é que as crianças o conhecem, mas quando seria a hora certa de descobrir o café?

É utilizando seus sentidos e seguindo exemplos que as crianças vão, aos poucos, descobrindo o mundo, e isso não poderia ser diferente com a descoberta do café. Seja pelo cheiro atraente, pelo aspecto diferente que gera curiosidade ou pela observação do hábito dos adultos ao seu entorno é extremamente comum que crianças de diversas idades sintam vontade e peçam para experimentar a bebida.

Saber quando pode ser saudável e seguro introduzir café na dieta infantil é extremamente importante para adultos responsáveis pelo pequenos, pois assim como outras bebidas ou alimentos o café possui diversas propriedades que podem impactar diretamente no crescimento e desenvolvimento das crianças.

Alimentação infantil adequada

O bom desenvolvimento tanto físico quanto intelectual na infância se liga de forma direta aos hábitos alimentares estabelecidos. O cuidado e atenção com a nutrição infantil são de extrema importância e, portanto, há normativas dos diferentes órgãos de saúde, tanto nacionais quanto internacionais, que preconizam como deve ser a alimentação principalmente nos primeiros anos de vida.

Até os 6 meses de vida recomenda-se que o bebê permaneça em aleitamento materno exclusivo, de forma que não há necessidade de acrescentar qualquer outro item ou até mesmo água à dieta. A partir dessa idade inicia-se a introdução alimentar, onde a criança passará a ter contato com diferentes alimentos.

Durante essa fase, que se estende até os dois anos, o recomendado é que se ofereça ampla variedade de alimentos, entretanto esses devem ser sempre apresentados da forma mais natural possível, evitando açúcar, refrigerantes, produtos ultraprocessados, dentre outros.

Dos 2 aos 6 anos a criança passa a conviver fora de seu núcleo familiar, entrando na fase pré escolar, onde provavelmente terá o primeiro contato com os alimentos de baixo valor nutricional não oferecidos anteriormente. A partir desse momento a evolução alimentar segue com cada vez mais autonomia e a própria criança passa a participar da escolha de seus alimentos e explorar as diversas possibilidades expostas.

Quando posso introduzir o café?

Dentro do descrito acima a respeito de uma alimentação infantil ideal o café não se encaixa nos primeiros anos de vida. Até os 2 anos ele é contra-indicado, não devendo portanto ser ofertado às crianças até essa idade.

A partir dos 2 anos a criança pode provar a bebida, mas seu consumo deve idealmente ser restrito, não ultrapassando meia xícara por dia. Ao atingir 6 anos a quantia já pode ser aumentada, elevando a dose máxima de consumo diário para uma xícara.

Ao realizar a oferta de café para a criança é sempre importante que ele seja de preferência coado e misturado com leite em uma proporção em que haja mais leite que café. Também é benéfico evitar ao máximo o uso de açúcar ou adoçantes (o que pode funcionar como desestímulo ao consumo pelo característico sabor amargo) e, quando possível, utilizar-se apenas de café descafeinado.

Por que não oferecer café desde cedo?

O café possui efeitos benéficos. Além da cafeína, que funciona como um estimulante natural, a bebida conta com vitaminas e antioxidantes que podem contribuir para a saúde. São pronunciados os possíveis efeitos positivos do consumo de café, entretanto eles são realmente válidos quando se trata da população adulta. É possível de se encontrar bons reflexos do consumo de café na população pediátrica, entretanto o risco de causar algum prejuízo ao desenvolvimento é maior.

A cafeína presente no café é um estimulante do sistema nervoso central, o que torna seu consumo perigoso. O sistema neuronal de um bebê ou de uma criança até 2 anos ainda é imaturo e devido a isso não há como fazer previsões de doses seguras a ser administradas, dado que doses ínfimas já são capazes de desencadear efeitos como dores de cabeça, taquicardia e tremores.

Mesmo desconsiderando os riscos de efeitos adversos, o uso da cafeína ainda não é vantajoso, dado que pequenas concentrações já podem proporcionar efeitos significativos, mantendo a criança acordada e em alerta por tempo prolongado. Tratando-se da população pediátrica esse cenário é bastante prejudicial, pois além da irritabilidade evidente, proveniente da privação de sono, é enquanto se dorme que é liberado o Hormônio do Crescimento (GH), essencial para o desenvolvimento físico da criança. A redução de horas de sono culmina com uma secreção também reduzida de GH, o que irá gerar um impacto direto na formação óssea e muscular desse indivíduo.

Além de seus efeitos diretos, os componentes do café, principalmente cafeína e taninos, também interferem indiretamente no metabolismo corporal. Principalmente quando o café é consumido pós refeição tais substâncias passam a competir pela absorção com o ferro (essencial para transporte de oxigênio, coordenação motora e aprendizado) e o cálcio (essencial para formação de ossos e dentes e para contração muscular), reduzindo a biodisponibilidade desses íons no organismo. Também podem contribuir para a exacerbação de quadros de refluxo, relativamente comum em crianças, uma vez que provoca o relaxamento do esfíncter inferior do esôfago.

Proibir não é o caminho

Mesmo com todos os riscos apresentados, não há necessidade de proibição do consumo de café para crianças. É importante que os pequenos se sintam livres para explorar novos alimentos e sabores, portanto, frente a isso, uma boa recomendação é não ofertar café a menos que a criança o peça, e quando o fizer que seja em pequena quantidade, apenas para conhecer essa nova bebida ou sentir seu sabor de forma relativamente periódica e não nociva. Outra alternativa, caso a criança goste de beber café, seria a sua substituição por outras bebidas, como sucos, vitaminas ou chás variados.

Pela ampla importância da nutrição principalmente na fase infantil é indispensável que o café ofertado à população pediátrica seja de excelente qualidade. Uma ótima opção para esse momento é o café especial sabor suave da Fazenda Aliança. Com perfeito equilíbrio entre corpo, aroma, acidez e sabor esse café irá agradar com mais facilidade não só as crianças, mas também conquistará a todos da família.


Como é feito o café em cápsula?

Como é feito o café em cápsula?

A tecnologia do café em cápsulas foi desenvolvida para facilitar o preparo do café expresso, sendo mais rápido e prático.

As cápsulas são, em maioria, feitas de plástico ou alumínio. Algumas variedades são feitas de matérias reutilizáveis e podem ser novamente preenchidas com pó. São compatíveis com a maioria das máquinas de cápsulas do mercado.

Basicamente, a cápsula é composta de cinco a sete gramas de pó de café e, ao ser colocada na máquina, a quantidade exata de água é misturada com a porção de pó da cápsula, através de um furo no topo.

John Sylvan desenvolveu a tecnologia em 1995, após ser internado com palpitações de tanto tomar café durante os experimentos. Mesmo criando algo revolucionário, Sylvan vendeu sua parte na empresa depois de dois anos e aboliu o uso de sua própria obra por considerá-la nociva ao meio ambiente. A primeira empresa a produzir as cápsulas foi a Keurig Greeb Mountain, mas o formato ficou famoso pela Nestlé com a Nespresso que, durante um tempo, deteve o monopólio da tecnologia.

 

Montagem da cápsula do café

Após ser moído e torrado na fábrica, o café é distribuído dentro das cápsulas o mais rápido possível, para evitar que oxide. Na cápsula, o primeiro passo é colocar o filtro. Logo em seguida, o mesmo é vedado com uma camada de alumínio. Depois disso, a cápsula está pronta para receber o café e, ao fim, duas camadas de plástico: uma perfurada para distribuir a água em seu interior e outra, mais grossa, para vedar.

Os diferentes “blends” são preparados antes de serem despejados na cápsula, combinando diferentes torras, grãos e moagens.

 

Café em cápsula do Café Fazenda Aliança

De origem 100% arábica e produzido através de processo natural, o Café Fazenda Aliança conta com os sabores intenso e suave em embalagens com 10 unidades que são compatíveis com máquinas Nespresso.

As cápsulas do sabor intenso são para quem prefere um café mais encorpado, aveludado e aprecia notas de frutas em compota apresentando uma acidez baixa e um alto teor de doçura.

Já as cápsulas do sabor suave são para pessoas que gostam de um café mais equilibrado em todos os seus aspectos, mantendo em seu corpo, aroma e sabor, o mesmo tom harmônico que garante um café na medida para quem prefere por um estilo mais balanceado.

Devido a sua praticidade as cápsulas de café são extremamente utilizadas principalmente no meio corporativo em reuniões, eventos ou mesmo no dia a dia de muitas empresas.

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Café e a prática de esportes

Café e a prática de esportes

A cafeína ricamente presente no café do cotidiano age de diversas formas no organismo, mas cada vez mais fica evidente os inúmeros benefícios que ele pode proporcionar, inclusive quando se trata da prática de exercícios físicos.

Começar a manhã com uma xícara de café é para muitos a receita que garante um dia produtivo, entretanto atualmente esse hábito tem se estendido também para os praticantes de exercícios físicos. Os benefícios percebidos e já comprovados da cafeína para a prática esportiva acabaram por popularizar o cafezinho como parte importante componente do chamado “pré-treino”, que trata-se da ingesta realizada antes de iniciarem as atividades.

Além de promover efeito energético e melhorar a disposição, a cafeína age de diversas formas no organismo, melhorando o desempenho ao exercitar-se. Um recente estudo da Universidade de Granada (UGR), na Espanha, demonstrou não apenas como essa substância age no metabolismo corpóreo frente ao exercício físico, mas também em qual horário do dia seus efeitos são mais pronunciados.

Influência da cafeína no metabolismo energético

Em um estudo publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition em janeiro de 2021, realizado pelo Departamento de Fisiologia da UGR, pesquisadores demonstraram que a ingestão de cafeína antes da realização de exercícios aeróbicos moderados aumenta significativamente a taxa de queima de gordura.

O estudo foi realizado com homens ativos, de idade média de 32 anos e que não possuem o hábito de consumo diário elevado de cafeína. Os participantes da pesquisa receberam, antes da realização de exercícios, 3 mg/kg de cafeína anidra proveniente de grãos verdes de café, o que equivale em média a uma xícara de café forte. Foi demonstrado com isso que tal substância otimiza o processo de utilização de gordura, possibilitando um aumento na capacidade máxima de oxidação de lipídeos e, consequentemente, na intensidade máxima de esforço.

Tal fenômeno também pode contribuir para retardar o desenvolvimento da fadiga muscular devido ao fato do consumo de lipídios poupar glicogênio. O glicogênio é uma forma de armazenamento de um importante substrato para ressíntese de energia: a glicose. Armazenado nos músculos, em situação de maior demanda energética, como nos exercícios físicos, o glicogênio é metabolizado novamente em glicose, a qual é oxidada no processo de geração de energia. Há indícios de que a redução nesse estoque de armazenamento seja um componente importante na gênese da fadiga muscular; logo, ao metabolizar lipídeos no lugar de glicose o organismo protege a reserva de glicogênio, retardando assim o desenvolvimento da fadiga e seus efeitos indesejados.

Acentuação dos efeitos

Para além de demonstrar a influência da cafeína no metabolismo energético e de lipídeos, o referido estudo também demonstrou em que período do dia tal substância possui seus efeitos mais pronunciados.

Durante o período vespertino foi notado um significativo aumento na capacidade de oxidação de gordura frente ao esforço quando comparado com o mesmo experimento feito pela manhã. Isso se deve provavelmente devido às diferenças biológicas geradas pelo ciclo circadiano, no qual pela tarde a temperatura corporal está mais elevada, a concentração de catecolaminas plasmáticas em resposta ao exercício é maior e há um aumento na ativação neural e nas contrações musculares. A cafeína adentra esse cenário como um potencializador dessa tendência fisiológica gerada pelo organismo e contribui para uma maior oxidação de lipídeos no período.

Outros efeitos desejados

A cafeína é classificada como uma substância ergogênica e portanto possui o potencial de melhorar diversos aspectos em práticas esportivas. Somando-se aos seus efeitos referidos no dado estudo encontram-se aqueles clássicos, já há muito demonstrados.

Por ser um importante estimulante do sistema nervoso central, a cafeína tem seu efeito no organismo ligado ao aumento da vigília e melhora da disposição. Isso se deve graças a realização do bloqueio dos receptores de adenosina (os quais possuiriam efeito tranquilizante), aumento na liberação de adrenalina e influência na modulação de dopamina, proporcionando uma sensação de elevação do bem estar geral. Tudo isso contribui para uma prática esportiva mais proveitosa e prazerosa.

Tirando máximo proveito

Como apresentado anteriormente, foi demonstrado que a cafeína pode ter uma influência muito positiva para a prática esportiva, entretanto para aproveitar seus benefícios é necessário que seu consumo seja feito de forma adequada, pensando em sua biodisponibilidade no organismo no momento de realização das atividades físicas.

Devido a sua rápida absorção, poucos minutos após o consumo é possível notar seus efeitos. Em torno de 15 minutos seguintes à ingestão de cafeína já pode-se constatar elevados níveis na corrente sanguínea, os quais podem permanecer de 3 a 6 horas, agindo no metabolismo durante todo esse período. A concentração atinge seu pico em torno de 45 minutos a 1 hora pós consumo, portanto esse é o prazo ideal para consumir cafeína antes de praticar algum exercício, a fim de aproveitar ao máximo seus efeitos.

Tratando-se da dose, recomenda-se que seja de 3 a 6 mg/kg para que se possa perceber sua influência no resultado de atividades físicas, entretanto é sempre importante lembrar que os efeitos da cafeína podem ser diferentes de acordo com cada indivíduo, mesmo que uma mesma dose tenha sido ingerida. Portanto, é de extrema importância estar atento às respostas que cada organismo tem frente a administração de cafeína a fim de evitar seus possíveis efeitos negativos, como taquicardia, ansiedade, tremores e inquietação.

Cada vez mais o café se mostra um grande aliado da saúde, proporcionando diversos benefícios para aqueles que o consomem. Para garantir e explorar ao máximo toda sua potencialidade é imprescindível que o café escolhido seja de ótima qualidade. O café especial da Fazenda Aliança possui 100% de grãos selecionados, livres de impurezas, com torra e moagem adequada para que se possa extrair em cada xícara uma dose de motivação e prazer para seu dia.

 

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Por que os americanos tomam café gelado? Conheça um pouco mais sobre esse costume

Por que os americanos tomam café gelado? Conheça um pouco mais sobre esse costume

O café é um dos produtos mais tradicionais do Brasil, seja para consumo, seja para exportação. O costume de tomar café está enraizado há séculos em nossa cultura e, tendo isso como base, pode-se dizer que somos um povo apreciador da iguaria em diversos modos de preparo, inclusive.

Porém, mesmo com a crescente tendência, muitos ainda podem estranhar as palavras “café” e “gelado” ditas em sequência. O hábito de se tomar a bebida sempre quente vem conhecendo uma nova vertente de preparo, típica dos norte-americanos e que se consolidou ao longo dos últimos anos por lá.

 

DE ONDE VEIO O CAFÉ GELADO?

A origem do “cold brew”, como é chamado, está ligada aos Holandeses no século XVII. A idéia era facilitar a bebida para transporte, preparando uma mistura bem concentrada de café em água gelada, a fim de ser aquecida e coada quando fosse tomada. A técnica foi utilizada, mais tarde, também pelos japoneses (Kyoto style) e os franceses (já no século XIX).
Na década de 1960, o cold brew teve seu auge no Japão e se consolidou nos mercados europeu e norte-americano.

 

DIFERENÇA DE PREPARO

O cold brew demanda mais tempo de preparo do que o café tradicional, mas é justamente a extração longa que lhe dá um sabor característico. Recomenda-se uma moagem de média a grossa em água fria. A mistura deve permanecer entre 12 e 16 horas no refrigerador. Depois, basta coar para retirar a borra. A prensa francesa é o equipamento mais indicado para esse processo.

 

CARACTERÍSTICAS DO COLD BREW

A bebida preparada desta maneira apresenta algumas vantagens que podem explicar por que vêm crescendo o interesse por ela.

O café gelado é ligeiramente menos ácido e com maior teor de cafeína. Agride menos o estômago e é mais efetivo quando se busca os efeitos de sua principal substância. Seu aroma é mais marcante, mas o sabor é mais doce e leve, ideal para quem prefere cafés mais suaves e fáceis de tomar. Pode ser tomado puro com gelo, leite e até com tônica.

 

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Como preparar um café espresso italiano?

Como preparar um café espresso italiano?

Crescente no gosto dos brasileiros, o café espresso tem características próprias devido ao seu preparo único. Saiba a seguir como fazer um espresso excelente, extraindo toda potencialidade do café.

O universo dos cafés se expande cada vez mais a seus amantes com possíveis variáveis de tipos de grãos, moagem, extração e bebida final. Um dos tipos de café mais populares é o espresso, amplamente consumido na Europa mas que tem ganho cada vez mais espaço no gosto dos brasileiros. Originado na Itália, o conceito de café espresso se liga à palavra italiana “spremere”, que já indica sua principal característica de preparo: "espremer" o café sobre uma pressão de água.

Em seu preparo tradicional o espresso utiliza-se em média da proporção de 1 grama de café para 2 gramas de água aquecida a 90º C associada a uma pressão de 9 bars. Segundo padrão de qualidade internacional, ao final da extração tem-se uma bebida de 30ml, concentrada em sabor e em todas as suas características.

O preparo do espresso necessita de uma máquina específica e, apesar de seguir passos já pré determinados, fazer um bom café espresso envolve muitas particularidades que constroem a complexidade do seu sabor. A máquina potencializa as características do café, de forma que é muito importante saber como utilizá-la para extrair o melhor dos grãos e produzir uma bebida com padrão de excelência.

 

Como fazer um espresso

Como já dito, para se fazer um espresso é necessário uma máquina específica para isso. Há algum tempo só era possível encontrar essas máquinas para uso profissional, entretanto hoje já existem diversas opções de máquinas domésticas, o que possibilita ter a experiência de tomar um bom espresso todos os dias sem nem mesmo sair de casa, bastando apenas seguir os passos para se tornar o seu próprio barista.

 

1 - Moagem

O primeiro passo para produzir um bom espresso é ter uma moagem adequada dos grãos. Idealmente ela deve ser realizada na hora em que se for fazer o preparo da bebida para preservar os aromas e características do café.

Como o espresso é produzido por pressão automática a moagem não pode ser grossa, pois dessa forma não haveria grande resistência à água e a extração seria muito rápida, gerando uma bebida diluída e sem intensidade de sabor, aroma ou textura. A espessura utilizada portanto é a fina, fazendo-se uma gradação entre as texturas de acordo com o que se espera como resultado final.

 

2 - Distribuição no porta filtro metálico

Após moagem o café deve ser pesado e posto no porta filtro metálico para ser acoplado à máquina. Convenciona-se que a quantidade ideal de café por dose esteja entre 7 a 12 gramas, atentando-se sempre a colocar uma porção que seja compatível com o tamanho do porta filtro utilizado. Atualmente diversas máquinas, principalmente as profissionais, já realizam a moagem programada na quantidade exata para cada dose, proporcionando praticidade ao eliminar a etapa de pesagem do pó.

Quando posto no porta filtro é importante que seja feita uma distribuição adequada e homogênea do café, atentando-se para que ele seja distribuído igualmente em toda área disponível para evitar que regiões diferentes sofram pressões diferentes e, consequentemente, extrações diferentes, procurando sempre manter uma padronização na qualidade final.

 

3 - Compactação

Depois de bem distribuído no porta filtro o café deve ser compactado com o auxílio de um tamper. A compactação deve ser sempre plana, pois caso seja feita de forma desnivelada o café está sujeito às mesmas consequências da má distribuição: extrações diferentes em pontos diferentes, não se explorando o máximo do que a bebida tem a oferecer.

É muito importante a padronização da força a ser utilizada nessa etapa tanto para que ela seja possível de ser replicada continuamente, mantendo-se um padrão de produção, quanto por sua interferência direta no tempo de extração: caso o pó esteja muito compacto a barreira de resistência à água será maior, aumentando o tempo de extração; já caso o café esteja menos compacto do que deveria a água não encontrará grande resistência, reduzindo portanto o tempo de extração.

 

4 - Flush na máquina

Com o café já compactado, antes de encaixar o porta filtro para extração é importante realizar o flush, que consiste em uma descarga de água na máquina antes do preparo do espresso.

Esse processo é muito importante, dado que a água irá realizar a higienização da máquina entre um café e outro para que não haja nenhum tipo de mistura ou contaminação. Essa etapa também possui a função de redução de temperatura, já que o primeiro jato de água costumeiramente possui uma temperatura mais elevada, impedindo, portanto, que o café queime durante seu preparo.

 

5 - Extração do café

A última etapa consiste em encaixar o porta filtro na máquina e extrair o café. É muito importante que a extração ocorra imediatamente após esse encaixe, pois o pó pode queimar caso fique muito tempo parado dentro da máquina, gerando uma bebida final com amargor e adstringência pronunciados.

Padroniza-se que uma extração satisfatória deve durar de 20 a 30 segundos, de forma que as características esperadas na bebida são diretamente influenciadas por esse tempo. Extrações mais rápidas proporcionam menor tempo de contato entre café e água, originando uma bebida mais suave e com acidez acentuada; já extrações mais lentas proporcionam bebidas mais intensas, doces e encorpadas. Caso a extração seja inferior a 20 segundos a bebida é considerada sub extraída e será tipicamente muito ácida e diluída, enquanto aquelas que ultrapassam 30 segundos são denominadas super extraídas, possuindo o amargor como característica.

Ajustar o tempo de extração é muito importante para se atingir um resultado final satisfatório e condizente com o esperado para cada tipo de grão. Também interferem no tempo de extração a espessura e quantidade de pó, sendo essas possíveis variáveis para serem modificadas a fim de atingir uma proporção ideal.

Apesar de um método determinado de produção a ser seguido não existe receita exata para fazer um espresso. Seu preparo irá depender de como se deseja a bebida final, quais características devem ser ressaltadas, qual tipo de grão está sendo utilizado, dentre outras preferências de quem irá consumi-lo. Entretanto, independente do preparo, é unânime que para se ter um resultado excelente é necessário utilizar um café de alta qualidade, assim como o café especial da Fazendo Aliança. Com grãos 100% selecionados e torra em período e intensidade adequadas garantimos que a sua experiência de tomar um cafézinho será sempre incrível, seja ela como for.

 

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É possível viciar em café?

É possível viciar em café?

O consumo de café já é praticamente um patrimônio nacional, mas seria ele tão intenso devido ao poder de dependência da bebida ou isso não passa de um hábito cultivado há décadas? Esclarecemos um pouco sobre o assunto a seguir

Para a grande maioria da população tomar café é parte integrante indispensável do seu cotidiano. Seja pela manhã, para garantir uma dose de energia para encarar o novo dia, em um café da tarde, acompanhado de deliciosos quitutes ou no meio da madrugada, como combustível para o trabalho ou estudos, o cafezinho está presente na vida de 97 a cada 100 brasileiros.

Por ser tão popular, a temática do café sempre carrega consigo diversos questionamentos a respeito do quão saudável ou prejudicial a bebida pode ser à saúde, tendo com frequência a periodicidade e quantidade de consumo no centro dessas discussões, destacando-se principalmente indagações a respeito do seu potencial de gerar vício. Para elucidar o assunto é muito importante primeiro definir e entender alguns conceitos a respeito do tema e como o café se encaixa dentro deles.

 

Café é uma droga?

Popularmente o conceito de droga habita o imaginário comum como alguma substância ilícita, com grande potencial de dependência e dano à saúde, entretanto essa imagem é um tanto quanto deturpada. A definição de droga é amplamente abrangente e se estende para as mais diversas substâncias, não sendo necessariamente sinônimo de algo ruim ou prejudicial, muito pelo contrário em diversas vezes! Segundo a OMS, droga é toda substância que, quando introduzida no organismo, interfere no seu funcionamento. Perante tal definição podemos portanto classificar como droga não apenas as ilícitas já conhecidas e estigmatizadas, mas também o álcool, medicamentos e o próprio café.

O café quando ingerido provoca mudanças temporárias no metabolismo, e isso se deve principalmente pela presença da cafeína. Um dos seus modos de ação é pelo bloqueio dos efeitos da adenosina, uma substância que atua no sistema nervoso central como neurotransmissor diminuindo a atividade neural e dilatando vasos sanguíneos. Nesse caso, a cafeína se liga aos receptores naturais de adenosina, impossibilitando portanto sua ligação e consequentemente ação, o que resulta em um aumento da atividade neural e constrição de vasos sanguíneos.

A ação da cafeína no sistema nervoso central influencia no restante do organismo, promovendo também uma maior liberação de adrenalina pela glândula suprarrenal e o bloqueio da ação da enzima fosfodiesterase, que é responsável por destruir a molécula que participa da transmissão dos sinais excitatórios da adrenalina, permitindo portanto que eles continuem ativos por mais tempo. A grande quantidade de adrenalina circulante e o prolongamento do seu tempo de ação também contribuem, portanto, para aumentar o estado de vigília, melhorar a disposição e evitar a sensação de fadiga, o que, devido a esses efeitos causados, classifica o café como uma droga estimulante.

É importante também citar que a cafeína aumenta a concentração de dopamina circulante, um neurotransmissor relacionado ao prazer, por impedir a sua recaptação no sistema nervoso central, o que está ligado à sensação de satisfação e bem-estar após o consumo dessa substância.

 

O potencial de gerar dependência

Dentre os mais diversos tipos de substâncias classificadas como drogas existem diferentes potenciais de gerar dependência, a qual é definida como um estado de necessidade física e/ou psíquica de ao menos uma droga, resultante de seu uso contínuo ou periódico. Fazer uso de uma droga não significa  necessariamente promover adição a ela, principalmente quando falamos de café e diversas classes medicamentosas, mas é sim importante atentar-se às possibilidades.

A cafeína possui um baixo poder de adição e, portanto, gera opiniões controversas entre pesquisadores. Como já é sabido, a cafeína age como moduladora da dopamina, aumentando sua concentração no sangue, assim como também o fazem anfetaminas e cocaína, por exemplo.

A sensação de prazer e o sistema de recompensa cerebral estão intimamente ligados à dopamina e ao desenvolvimento do vício em substâncias. Por a cafeína apresentar uma ação semelhante a de outras drogas e possivelmente ativar o sistema de recompensa cerebral alguns pesquisadores defendem que café pode sim gerar vício, inclusive sendo esse risco muito mais pronunciado naqueles que já possuem histórico de abuso de substâncias químicas ou desordens psiquiátricas.

Em contrapartida, há aqueles que defendem que, apesar da cafeína ter modo de ação semelhante a outras drogas fatalmente aditivas, seu efeito é muito diminuto quando comparado ao dessas substâncias, não gerando fissura ou interferindo de forma drástica na vida dos indivíduos e, portanto, não seria capaz de gerar vício, mas sim apenas originar um hábito de consumo.

 

Síndrome da abstinência

Apesar da ausência de consenso sobre a possibilidade de adição em café, a interrupção brusca do consumo habitual de cafeína é responsável, em diversos casos, por sintomas de abstinência, como irritabilidade, ansiedade, letargia, cefaléia, sonolência, redução na concentração e sensação de cansaço. Esses sintomas geralmente aparecem em até 24 horas após a interrupção e permanecem por alguns dias, entretanto é válido lembrar que as manifestações da cafeína no organismo podem ser muito distintas. Dessa forma, a síndrome de abstinência bem como os efeitos diretos do café estão intimamente ligados às características do indivíduo que o consome, diferindo de acordo com idade, sexo, composição corporal, hábito de consumo da bebida, dentre outros.

Independente de chamar-se “vício” ou “hábito”, o fato é que quanto mais se toma café mais se quer tomar. É importante, portanto, manter uma relação saudável com seu consumo, sempre evitando excessos e utilizando produtos com excelente qualidade, como o café especial da Fazenda Aliança. Já foi mostrado que ingerir até 400mg de cafeína diariamente não traz nenhum prejuízo notório e inclusive pode gerar diversos benefícios à saúde, desde maior disposição ao aumento da expectativa de vida. Ao final, “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose", como diz a célebre frase do médico e físico Paracelso, a qual se aplica com maestria a esse caso.

 

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Qual o melhor horário do dia para tomar café?

Qual o melhor horário do dia para tomar café?

Tomar uma boa dose de café assim que acordar para começar bem o dia ou esperar até o meio da manhã? Talvez seria melhor durante a tarde? Tomar café à noite, pode? A seguir elucidamos algumas questões sobre a relação entre o consumo de café e o horário em que isso é feito.

É incontestável a presença do café no dia a dia. Seja em casa, no trabalho, na escola ou no caminho de um lugar para outro, qualquer hora parece uma boa hora para tomar aquele cafezinho.

Já é sabido que o café possui diversos benefícios para quem o consome, desde maior disposição para as tarefas do cotidiano até redução de mortalidade e prevenção de doenças em seu consumo regular. Apesar disso, ainda há dúvidas que rondam sua forma de consumo e se de alguma maneira quando e como ele é feito interfere em todos os benefícios que o café pode trazer.

Relação entre cafeína e cortisol

Em 2013 um grupo de pesquisadores coordenado por Steven Miller, pós-doutorando da Universidade Militar de Ciências da Saúde, em Bethesda, no estado de Maryland (EUA), determinou que os melhores horários para consumir café seriam entre às 9h30 e 11h30 e entre às 13h30 e 17h00 devido à relação da cafeína com o cortisol.

O cortisol é um hormônio essencial à vida que está relacionado à liberação de glicose no organismo, proporcionando energia para realizar as atividades do dia a dia. O cortisol tem produção cíclica e circadiana, ou seja, acompanha o ciclo de sono e vigília de forma consideravelmente fixa para cada indivíduo. Com isso, temos três picos de liberação de cortisol no organismo aproximadamente às 8h30 (o maior deles), às 12h30 e às 18h.

Entre esses picos de produção de cortisol ocorre uma baixa fisiológica do hormônio e seria nesses intervalos os melhores momentos para consumir café. Isso porque, segundo o estudo, a cafeína teria uma interação com o cortisol de modo que altas doses do hormônio seriam responsáveis pelo desenvolvimento de maior tolerância à cafeína, necessitando de doses cada vez maiores para alcançar o mesmo efeito. Também é dito que nesses momentos de menor concentração hormonal a cafeína cumpriria o papel estimulante do cortisol e também estimularia sua produção.

Críticas e questionamentos

Apesar de parecer bastante sensato, o estudo é controverso e recebeu diversas críticas, inclusive de especialistas médicos da área. Inicialmente, é difícil determinar exatamente o pico ou vale de liberação de cortisol de cada indivíduo e associar tal informação com seu consumo de café.

Além disso, cada organismo é único e, apesar de correspondermos a padrões biológicos semelhantes, cada organismo responde de forma diferente às diferentes substâncias que o adentram. Nesse caso, a ação da cafeína, seja em sua intensidade ou duração, se mostra diferente em cada pessoa de acordo com sexo, idade, hábitos de vida, composição corporal, dentre outras variantes.

Também não há comprovação científica da possível interação entre cafeína e cortisol. É fato que o organismo pode desenvolver tolerância à cafeína dependendo da regularidade e intensidade de consumo, entretanto não há comprovação científica de ligação desse fenômeno com o hormônio citado, bem como a produção de cortisol não é comprovadamente afetada pela cafeína.

Existe algum consenso?

Dentre os especialistas no assunto não há um consenso sobre melhor horário para consumir café, entretanto existe consenso a respeito da relação da cafeína com o estado de sono e vigília, o que pode direcionar não um melhor horário, mas sim melhor período atrelado à intenção que se tem ao tomar café.

A cafeína é um importante estimulante do sistema nervoso central e, portanto, seus principais efeitos no organismo estão ligados a aumentar o estado de vigilância, melhorar a disposição e evitar a sensação de fadiga. Ela auxilia também na liberação de adrenalina, o que a torna ainda mais estimulante e, além disso, essa substância contribui para elevar o bem estar geral por estar correlacionada à modulação de dopamina.

Os efeitos típicos obtidos após tomar café geralmente duram de 3 a 6 horas, dependendo do metabolismo de cada indivíduo. Frente a isso, o mais indicado é que esse consumo aconteça pela manhã ou tarde. É recomendado que se evite a cafeína durante a noite pois, dado a manutenção e seus efeitos por horas, ela pode atrapalhar o sono causando inclusive insônia.

Individualidade e escolhas

Apesar das constatações acima citadas é importante lembrar que cada indivíduo é único e o consumo de cafeína pode ser muito benéfico mesmo sem obedecer os horários recomendados. A exemplo dos estudantes ou trabalhadores noturnos, uma boa dose de café no meio da noite pode ser essencial para ajudar a cumprir tarefas que precisam ser feitas durante esse período. Também vale mencionar os indivíduos que, seja pelo consumo frequente ou pela resposta diferente do organismo, não sentem interferência da ingesta em dose habitual de café no sono.

Conclui-se, portanto, que a melhor hora para consumir café é a hora que cada qual se sentir bem para isso. Seja pela manhã, para dar energia para o resto do dia, ou durante a noite na, véspera de uma prova importante, o fundamental é sempre consumir um café de qualidade, assim como os cafés especiais da Fazenda Aliança. Nossos produtos possuem grãos 100% selecionados, ausência de impurezas e torra adequada, além de sabor e aroma extremamente agradáveis e ausência de amargor, o que torna a experiência de tomar um cafezinho ainda mais prazerosa independente do dia ou hora.

 

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Café Requentado Faz Mal à Saúde?

CAFÉ REQUENTADO FAZ MAL À SAÚDE?

Não é inédita a situação de se fazer café e, por descuido, errar a quantidade e sobrar. Por conta disso, também é recorrente o ato de reaproveitar o café que sobrou, reaquecendo quando for consumi-lo. O que parece ser uma prática comum e inofensiva pode, em longo prazo, trazer problemas à saúde. Entenda:

O QUE ACONTECE COM O CAFÉ AO SER REQUENTADO?

Toda matéria orgânica, quando submetida ao processo de oxidação, começa a se degradar. Com o café, não é diferente. Suas propriedades já começam a se alterar no momento de moagem e torra do grão.

Ao consumir um café preparado na hora, aproveita-se todo o sabor e aroma do produto, além de ser benéfico para a saúde em quantidades adequadas.

Porém, ao ser requentado, o café (que já ficou oxidando durante o tempo que levou para esfriar) acelera o processo de oxidação e, assim, sua degradação. Além de aroma e sabor serem alterados, o café requentado pode causar enjoos, azia, e demais complicações.

COMO OCORRE A OXIDAÇÃO NO CAFÉ?

Depois de moído, o café já começa a se degradar. O processo acelera a cada 10 °C acima da temperatura ambiente. Depois de pronto, o café inicia a oxidação após 20 minutos. Se for adoçado e guardado em garrafa térmica, o processo também se agrava e a bebida estará totalmente oxidada em cerca de uma hora após o preparo.

Isso não significa que o uso da térmica deve ser suspenso! Apenas que o consumo deve ser o mais rápido possível, a fim de saborear o café no melhor de suas condições de sabor e aroma.

QUAIS OS EFEITOS A LONGO PRAZO?

O consumo contínuo de café requentado, ou seja, oxidado e com suas propriedades originais alteradas, pode ser extremamente nocivo para o ser humano e causar irritações mais graves no estômago.

BENEFÍCIOS DO CAFÉ FRESCO

O café é um grande aliado de nossa saúde. Quando consumido nas condições adequadas, previne até doenças como Alzheimer, Parkinson, diabetes tipo II, câncer e demais outras.

A Fazenda Aliança oferece, em seus produtos, qualidade única em seu café, perceptível no aroma, na acidez e também na torra. Em suas recomendações de preparo e consumo, proporcionam a melhor experiência em consumo de café e, por consequência, uma vida mais saudável.

Com diversas opções de boa qualidade, definitivamente, não compensa tomar café requentado.

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Diferentes formas de consumir café

Diferentes formas de consumir café

O café puro habita há muito tempo o cotidiano do brasileiro, mas essa bebida tão querida tem um enorme potencial a ser explorado. Descubra a seguir como expandir os horizontes para além do tradicional café coado ou expresso

A forma mais comum de consumo de café no Brasil é o tradicional cafezinho coado, seguido pelo espresso que caiu nas graças dos brasileiros, entretanto o universo de possibilidades de preparo da bebida é amplamente vasto e tem sido cada vez mais explorado em diversas formas.

Com mais ou menos água, acrescido de leite, chocolate, caramelo, sorvete e até mesmo bebidas alcoólicas, o café apresenta diversas potencialidades e possibilidades de combinação de texturas, intensidade e sabores, compondo bebidas igualmente incríveis mas com características muito diferentes.

Variando o café puro

Apesar de no ideário coletivo popular o café puro parecer sempre igual, existem na realidade várias formas de compô-lo. Partindo-se principalmente do espresso se originam variações da bebida apenas pela combinação de diferentes concentrações de água e café.

Ristretto, também conhecido como café curto, é a forma mais concentrada de se preparar um café. Conta com a mesma quantidade de pó utilizado no espresso, porém é extraído com um volume menor de água, resultando ao final em 15 a 20 ml de bebida pronta. É extremamente encorpado e traz características mais acentuadas e consistentes, proporcionando uma bebida intensa em todos seus atributos, o que justifica ser ele considerado o néctar do café.

O americano trata-se de uma composição bem diferente, sendo a forma mais diluída de preparo da bebida. Com uma média de 180 ml quando pronto conta com ⅓ do volume de café espresso acrescido de ⅔ de água quente. O resultado é uma bebida bastante diluída e mais suave, com aroma típico, sabor agradável e de fácil palatabilidade, agradando facilmente a diferentes consumidores.

Acrescente cremosidade com leite

A versão com menor quantidade de leite acrescido é o macchiato. Seu preparo consiste em um espresso com apenas espuma de leite vaporizado em cima. A combinação sutil permite que a pouca quantidade de leite constante minimize o amargor do café, proporcionando um espresso de sabor mais suave.

O mais conhecido dentre essa categoria é o popular capuccino, já amplamente consumido pelos brasileiros. Seu preparo leva ⅓ de café, ⅓ de leite e ⅓ de espuma do leite. Ao final, tem-se uma bebida de em média 150 ml, consistência cremosa, espuma densa e sabor equilibrado. Há também aqueles que acrescentam canela ou chocolate, enriquecendo ainda mais a composição.

Com grande quantidade de leite acrescido o latte pode até parecer um capuccino, mas são diferentes. O latte tem em média 150 ml e seu preparo leva apenas uma dose de espresso, sendo o volume restante completado com leite. O resultado é uma bebida mais suave, com mais sabor de leite que de café.

Para aqueles que apreciam bebidas mais doces e encorpadas o mocha é uma excelente alternativa. Também conhecido como mocaccino, é composto de uma base de ganache ou calda de chocolate, espresso e leite cremoso, o que origina uma bebida densa e muito agradável principalmente para quem não aprecia o tradicional amargor do café.

Enriquecendo os drinks

O café é tão apreciado que seu sabor também foi levado para a composição de drinks alcoólicos. Sendo uma bebida tão querida no Brasil, nada mais justo que a sua combinação com um drink tipicamente brasileiro: a caipirinha. A caipirinha de café consiste no acréscimo de um espresso gelado à tradicional caipirinha de limão, proporcionando um drink refrescante e com uma combinação de sabores inusitada e harmônica.

Irish coffe é uma bebida ideal para aquecer dias frios. Sua criação é atribuída a Joseph Sheridan que, para aquecer turistas que necessitaram fazer um pouso forçado em sua cidade, na Irlanda, acrescentou um pouco de uísque irlandês ao café quente com creme. Essa bebida é caracteristicamente encorpada, com sabor intenso e notas que remetem a chocolate ou caramelo, apresentando também um equilíbrio ideal entre o amargor do café, o amadeirado do uísque e a cremosidade da espuma de creme de leite fresco.

Seja no café da manhã ou no happy hour sempre vai existir um tipo de café que certamente se adapta para cada ocasião. Independente do preparo desejado é muito importante antes escolher um café de qualidade para ser a estrela da bebida e não há melhor opção que os cafés especiais. A Fazenda Aliança garante um café de altíssimo padrão, com grãos arábica 100% selecionados, proporcionando uma experiência incrível seja qual for o seu tipo de café preferido.

 

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Café e Sustentabilidade - Entenda como essa relação funciona e muito bem

Café e Sustentabilidade - Entenda como essa relação funciona e muito bem

Garantir uma produção respeitosa e responsável faz com que a sustentabilidade já tenha se tornado indispensável à cafeicultura

O café, desde que teve seu plantio iniciado em terras brasileiras, sempre teve ampla participação e importância no setor agrícola e, consequentemente, na economia do país. Com o avançar das décadas a forma de se cultivar, colher, beneficiar e vender café foi se aprimorando, de forma que atualmente não basta apenas ter uma grande produção ou lucros astronômicos, é necessário se preocupar com a forma que a cadeia de produção toda decorre. Com isso, é crescente também a passos largos a associação de práticas sustentáveis à agricultura cafeeira.

Sustentabilidade e cafeicultura

O conceito de sustentabilidade não é completamente definido e fixo, sendo ainda muito debatido e interpretado com diferentes vieses, mas tratando de seu cerne ele diz respeito a adoção de uma nova mentalidade tanto para produção quanto para consumo. Práticas sustentáveis, ao contrário do que ronda o imaginário popular, não dizem respeito apenas a atitudes de preservação ambiental, mas sim do planejamento de toda cadeia de produção a fim de que seja viável econômica, social e ambientalmente, proporcionando excelentes resultados no presente e garantindo que eles possam continuar a existir no futuro.

O café é ao redor do mundo a cultura agrícola que mais progrediu rumo à sustentabilidade, tendo o Brasil como um dos principais representantes dessas novas práticas. Uma ferramenta importantíssima para isso foi a criação da Plataforma Global do Café (GCP), uma associação internacional atuante em 8 países e que conta com mais de 200 membros de toda cadeia produtiva do café, a qual visa trabalhar coletivamente em prol de um setor cafeeiro próspero e sustentável para as gerações vindouras. Ativa no Brasil desde 2012, seu principal instrumento desenvolvido foi o Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC).

Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC)

O CSC é um documento de construção coletiva entre entidades dos principais estados brasileiros produtores de café. Trata-se de uma seleção dos temas centrais para atuação em sustentabilidade, sendo portanto uma referência comum para aplicação de práticas sustentáveis na cafeicultura. Apresenta 122 práticas divididas entre 11 macrotemas e classificadas entre “proibidas”, “prioritárias” e “recomendadas”. Para facilitar sua aplicação foi desenvolvido também um manual com uma espécie de resumo do CSC, contendo 18 itens fundamentais para práticas sustentáveis e como implementá-los. Suas temáticas são divididas entre os 3 eixos da sustentabilidade: economia, responsabilidade social e meio-ambiente.

Aspectos econômicos

O grande beneficiário de uma produção sustentável é o próprio produtor e sua propriedade. Saber gerir bem a produção é um fator indispensável para que ela alcance seu ápice de produtividade econômica. O produtor deve se tornar também um bom gerente para assim alcançar as melhores taxas de qualidade, controle, organização e lucro.

É imprescindível uma boa administração de custos de produção bem como a organização de registros e documentações. Dessa forma o produtor sabe como e quando investir em melhorias e também o que é necessário fazer para que sua produção se mantenha estável dentro das melhores condições possíveis.

Aspectos ambientais

Tópico mais conhecido dentro das práticas sustentáveis. Diz respeito a manter uma produção lucrativa mas que respeita os limites ambientais e trabalha para que os recursos naturais permaneçam viáveis para as gerações futuras.

Engloba principalmente conservação do solo e vegetação nativa, recuperação de áreas degradadas, uso racional de água e manejo correto de agroquímicos, desde seu armazenamento, uso propriamente dito e descarte de resíduos.

Aspectos sociais

Com crescente importância dentro da cafeicultura, a preocupação com o recurso humano na produção é essencial para um bom desenvolvimento de toda cadeia. Atualmente a relação de trabalho é regulamentada pela Legislação Trabalhista, garantido ao trabalhador saúde e segurança com práticas como fornecimento e uso correto de EPIs e disponibilização de treinamentos frequentes, a fim de proporcionar sempre um aperfeiçoamento de suas habilidades, beneficiando tanto o produtor quanto seus colaboradores.

Também traz a ideia de aproximar jovens e mulheres da agricultura cafeeira, estimulando a sucessão familiar e permanência e investimento no campo.

Certificação do café

A manutenção de práticas sustentáveis hoje é extremamente importante tanto para os produtores quanto para a sociedade como um todo. Dessa forma, é essencial que o consumidor saiba se o produto que está adquirindo está de acordo com essas práticas. Para tanto, surgiram selos de certificação que garantem que o café é produzido de forma sustentável, buscando um crescente impacto positivo na sociedade e no ambiente e acompanhando e estimulando melhorias na produção.

A Fazenda Aliança possui dois dos mais importantes selos de certificação atuais: UTZ e Rainforest Alliance. Com isso, garantimos que o café que chega à sua xícara não é apenas de altíssima qualidade, mas também é produzido com muito cuidado e responsabilidade em todas suas etapas.

Garantir práticas sustentáveis não se trata mais de pensar no futuro apenas, mas sim de proporcionar uma melhor relação produtiva hoje e permanecer assim caminhando sempre bem, com respeito e cuidado com o ambiente e a sociedade.

 

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