Por que os americanos tomam café gelado? Conheça um pouco mais sobre esse costume

Por que os americanos tomam café gelado? Conheça um pouco mais sobre esse costume

O café é um dos produtos mais tradicionais do Brasil, seja para consumo, seja para exportação. O costume de tomar café está enraizado há séculos em nossa cultura e, tendo isso como base, pode-se dizer que somos um povo apreciador da iguaria em diversos modos de preparo, inclusive.

Porém, mesmo com a crescente tendência, muitos ainda podem estranhar as palavras “café” e “gelado” ditas em sequência. O hábito de se tomar a bebida sempre quente vem conhecendo uma nova vertente de preparo, típica dos norte-americanos e que se consolidou ao longo dos últimos anos por lá.

 

DE ONDE VEIO O CAFÉ GELADO?

A origem do “cold brew”, como é chamado, está ligada aos Holandeses no século XVII. A idéia era facilitar a bebida para transporte, preparando uma mistura bem concentrada de café em água gelada, a fim de ser aquecida e coada quando fosse tomada. A técnica foi utilizada, mais tarde, também pelos japoneses (Kyoto style) e os franceses (já no século XIX).
Na década de 1960, o cold brew teve seu auge no Japão e se consolidou nos mercados europeu e norte-americano.

 

DIFERENÇA DE PREPARO

O cold brew demanda mais tempo de preparo do que o café tradicional, mas é justamente a extração longa que lhe dá um sabor característico. Recomenda-se uma moagem de média a grossa em água fria. A mistura deve permanecer entre 12 e 16 horas no refrigerador. Depois, basta coar para retirar a borra. A prensa francesa é o equipamento mais indicado para esse processo.

 

CARACTERÍSTICAS DO COLD BREW

A bebida preparada desta maneira apresenta algumas vantagens que podem explicar por que vêm crescendo o interesse por ela.

O café gelado é ligeiramente menos ácido e com maior teor de cafeína. Agride menos o estômago e é mais efetivo quando se busca os efeitos de sua principal substância. Seu aroma é mais marcante, mas o sabor é mais doce e leve, ideal para quem prefere cafés mais suaves e fáceis de tomar. Pode ser tomado puro com gelo, leite e até com tônica.

 

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Como preparar um café espresso italiano?

Como preparar um café espresso italiano?

Crescente no gosto dos brasileiros, o café espresso tem características próprias devido ao seu preparo único. Saiba a seguir como fazer um espresso excelente, extraindo toda potencialidade do café.

O universo dos cafés se expande cada vez mais a seus amantes com possíveis variáveis de tipos de grãos, moagem, extração e bebida final. Um dos tipos de café mais populares é o espresso, amplamente consumido na Europa mas que tem ganho cada vez mais espaço no gosto dos brasileiros. Originado na Itália, o conceito de café espresso se liga à palavra italiana “spremere”, que já indica sua principal característica de preparo: "espremer" o café sobre uma pressão de água.

Em seu preparo tradicional o espresso utiliza-se em média da proporção de 1 grama de café para 2 gramas de água aquecida a 90º C associada a uma pressão de 9 bars. Segundo padrão de qualidade internacional, ao final da extração tem-se uma bebida de 30ml, concentrada em sabor e em todas as suas características.

O preparo do espresso necessita de uma máquina específica e, apesar de seguir passos já pré determinados, fazer um bom café espresso envolve muitas particularidades que constroem a complexidade do seu sabor. A máquina potencializa as características do café, de forma que é muito importante saber como utilizá-la para extrair o melhor dos grãos e produzir uma bebida com padrão de excelência.

 

Como fazer um espresso

Como já dito, para se fazer um espresso é necessário uma máquina específica para isso. Há algum tempo só era possível encontrar essas máquinas para uso profissional, entretanto hoje já existem diversas opções de máquinas domésticas, o que possibilita ter a experiência de tomar um bom espresso todos os dias sem nem mesmo sair de casa, bastando apenas seguir os passos para se tornar o seu próprio barista.

 

1 - Moagem

O primeiro passo para produzir um bom espresso é ter uma moagem adequada dos grãos. Idealmente ela deve ser realizada na hora em que se for fazer o preparo da bebida para preservar os aromas e características do café.

Como o espresso é produzido por pressão automática a moagem não pode ser grossa, pois dessa forma não haveria grande resistência à água e a extração seria muito rápida, gerando uma bebida diluída e sem intensidade de sabor, aroma ou textura. A espessura utilizada portanto é a fina, fazendo-se uma gradação entre as texturas de acordo com o que se espera como resultado final.

 

2 - Distribuição no porta filtro metálico

Após moagem o café deve ser pesado e posto no porta filtro metálico para ser acoplado à máquina. Convenciona-se que a quantidade ideal de café por dose esteja entre 7 a 12 gramas, atentando-se sempre a colocar uma porção que seja compatível com o tamanho do porta filtro utilizado. Atualmente diversas máquinas, principalmente as profissionais, já realizam a moagem programada na quantidade exata para cada dose, proporcionando praticidade ao eliminar a etapa de pesagem do pó.

Quando posto no porta filtro é importante que seja feita uma distribuição adequada e homogênea do café, atentando-se para que ele seja distribuído igualmente em toda área disponível para evitar que regiões diferentes sofram pressões diferentes e, consequentemente, extrações diferentes, procurando sempre manter uma padronização na qualidade final.

 

3 - Compactação

Depois de bem distribuído no porta filtro o café deve ser compactado com o auxílio de um tamper. A compactação deve ser sempre plana, pois caso seja feita de forma desnivelada o café está sujeito às mesmas consequências da má distribuição: extrações diferentes em pontos diferentes, não se explorando o máximo do que a bebida tem a oferecer.

É muito importante a padronização da força a ser utilizada nessa etapa tanto para que ela seja possível de ser replicada continuamente, mantendo-se um padrão de produção, quanto por sua interferência direta no tempo de extração: caso o pó esteja muito compacto a barreira de resistência à água será maior, aumentando o tempo de extração; já caso o café esteja menos compacto do que deveria a água não encontrará grande resistência, reduzindo portanto o tempo de extração.

 

4 - Flush na máquina

Com o café já compactado, antes de encaixar o porta filtro para extração é importante realizar o flush, que consiste em uma descarga de água na máquina antes do preparo do espresso.

Esse processo é muito importante, dado que a água irá realizar a higienização da máquina entre um café e outro para que não haja nenhum tipo de mistura ou contaminação. Essa etapa também possui a função de redução de temperatura, já que o primeiro jato de água costumeiramente possui uma temperatura mais elevada, impedindo, portanto, que o café queime durante seu preparo.

 

5 - Extração do café

A última etapa consiste em encaixar o porta filtro na máquina e extrair o café. É muito importante que a extração ocorra imediatamente após esse encaixe, pois o pó pode queimar caso fique muito tempo parado dentro da máquina, gerando uma bebida final com amargor e adstringência pronunciados.

Padroniza-se que uma extração satisfatória deve durar de 20 a 30 segundos, de forma que as características esperadas na bebida são diretamente influenciadas por esse tempo. Extrações mais rápidas proporcionam menor tempo de contato entre café e água, originando uma bebida mais suave e com acidez acentuada; já extrações mais lentas proporcionam bebidas mais intensas, doces e encorpadas. Caso a extração seja inferior a 20 segundos a bebida é considerada sub extraída e será tipicamente muito ácida e diluída, enquanto aquelas que ultrapassam 30 segundos são denominadas super extraídas, possuindo o amargor como característica.

Ajustar o tempo de extração é muito importante para se atingir um resultado final satisfatório e condizente com o esperado para cada tipo de grão. Também interferem no tempo de extração a espessura e quantidade de pó, sendo essas possíveis variáveis para serem modificadas a fim de atingir uma proporção ideal.

Apesar de um método determinado de produção a ser seguido não existe receita exata para fazer um espresso. Seu preparo irá depender de como se deseja a bebida final, quais características devem ser ressaltadas, qual tipo de grão está sendo utilizado, dentre outras preferências de quem irá consumi-lo. Entretanto, independente do preparo, é unânime que para se ter um resultado excelente é necessário utilizar um café de alta qualidade, assim como o café especial da Fazendo Aliança. Com grãos 100% selecionados e torra em período e intensidade adequadas garantimos que a sua experiência de tomar um cafézinho será sempre incrível, seja ela como for.

 

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É possível viciar em café?

É possível viciar em café?

O consumo de café já é praticamente um patrimônio nacional, mas seria ele tão intenso devido ao poder de dependência da bebida ou isso não passa de um hábito cultivado há décadas? Esclarecemos um pouco sobre o assunto a seguir

Para a grande maioria da população tomar café é parte integrante indispensável do seu cotidiano. Seja pela manhã, para garantir uma dose de energia para encarar o novo dia, em um café da tarde, acompanhado de deliciosos quitutes ou no meio da madrugada, como combustível para o trabalho ou estudos, o cafezinho está presente na vida de 97 a cada 100 brasileiros.

Por ser tão popular, a temática do café sempre carrega consigo diversos questionamentos a respeito do quão saudável ou prejudicial a bebida pode ser à saúde, tendo com frequência a periodicidade e quantidade de consumo no centro dessas discussões, destacando-se principalmente indagações a respeito do seu potencial de gerar vício. Para elucidar o assunto é muito importante primeiro definir e entender alguns conceitos a respeito do tema e como o café se encaixa dentro deles.

 

Café é uma droga?

Popularmente o conceito de droga habita o imaginário comum como alguma substância ilícita, com grande potencial de dependência e dano à saúde, entretanto essa imagem é um tanto quanto deturpada. A definição de droga é amplamente abrangente e se estende para as mais diversas substâncias, não sendo necessariamente sinônimo de algo ruim ou prejudicial, muito pelo contrário em diversas vezes! Segundo a OMS, droga é toda substância que, quando introduzida no organismo, interfere no seu funcionamento. Perante tal definição podemos portanto classificar como droga não apenas as ilícitas já conhecidas e estigmatizadas, mas também o álcool, medicamentos e o próprio café.

O café quando ingerido provoca mudanças temporárias no metabolismo, e isso se deve principalmente pela presença da cafeína. Um dos seus modos de ação é pelo bloqueio dos efeitos da adenosina, uma substância que atua no sistema nervoso central como neurotransmissor diminuindo a atividade neural e dilatando vasos sanguíneos. Nesse caso, a cafeína se liga aos receptores naturais de adenosina, impossibilitando portanto sua ligação e consequentemente ação, o que resulta em um aumento da atividade neural e constrição de vasos sanguíneos.

A ação da cafeína no sistema nervoso central influencia no restante do organismo, promovendo também uma maior liberação de adrenalina pela glândula suprarrenal e o bloqueio da ação da enzima fosfodiesterase, que é responsável por destruir a molécula que participa da transmissão dos sinais excitatórios da adrenalina, permitindo portanto que eles continuem ativos por mais tempo. A grande quantidade de adrenalina circulante e o prolongamento do seu tempo de ação também contribuem, portanto, para aumentar o estado de vigília, melhorar a disposição e evitar a sensação de fadiga, o que, devido a esses efeitos causados, classifica o café como uma droga estimulante.

É importante também citar que a cafeína aumenta a concentração de dopamina circulante, um neurotransmissor relacionado ao prazer, por impedir a sua recaptação no sistema nervoso central, o que está ligado à sensação de satisfação e bem-estar após o consumo dessa substância.

 

O potencial de gerar dependência

Dentre os mais diversos tipos de substâncias classificadas como drogas existem diferentes potenciais de gerar dependência, a qual é definida como um estado de necessidade física e/ou psíquica de ao menos uma droga, resultante de seu uso contínuo ou periódico. Fazer uso de uma droga não significa  necessariamente promover adição a ela, principalmente quando falamos de café e diversas classes medicamentosas, mas é sim importante atentar-se às possibilidades.

A cafeína possui um baixo poder de adição e, portanto, gera opiniões controversas entre pesquisadores. Como já é sabido, a cafeína age como moduladora da dopamina, aumentando sua concentração no sangue, assim como também o fazem anfetaminas e cocaína, por exemplo.

A sensação de prazer e o sistema de recompensa cerebral estão intimamente ligados à dopamina e ao desenvolvimento do vício em substâncias. Por a cafeína apresentar uma ação semelhante a de outras drogas e possivelmente ativar o sistema de recompensa cerebral alguns pesquisadores defendem que café pode sim gerar vício, inclusive sendo esse risco muito mais pronunciado naqueles que já possuem histórico de abuso de substâncias químicas ou desordens psiquiátricas.

Em contrapartida, há aqueles que defendem que, apesar da cafeína ter modo de ação semelhante a outras drogas fatalmente aditivas, seu efeito é muito diminuto quando comparado ao dessas substâncias, não gerando fissura ou interferindo de forma drástica na vida dos indivíduos e, portanto, não seria capaz de gerar vício, mas sim apenas originar um hábito de consumo.

 

Síndrome da abstinência

Apesar da ausência de consenso sobre a possibilidade de adição em café, a interrupção brusca do consumo habitual de cafeína é responsável, em diversos casos, por sintomas de abstinência, como irritabilidade, ansiedade, letargia, cefaléia, sonolência, redução na concentração e sensação de cansaço. Esses sintomas geralmente aparecem em até 24 horas após a interrupção e permanecem por alguns dias, entretanto é válido lembrar que as manifestações da cafeína no organismo podem ser muito distintas. Dessa forma, a síndrome de abstinência bem como os efeitos diretos do café estão intimamente ligados às características do indivíduo que o consome, diferindo de acordo com idade, sexo, composição corporal, hábito de consumo da bebida, dentre outros.

Independente de chamar-se “vício” ou “hábito”, o fato é que quanto mais se toma café mais se quer tomar. É importante, portanto, manter uma relação saudável com seu consumo, sempre evitando excessos e utilizando produtos com excelente qualidade, como o café especial da Fazenda Aliança. Já foi mostrado que ingerir até 400mg de cafeína diariamente não traz nenhum prejuízo notório e inclusive pode gerar diversos benefícios à saúde, desde maior disposição ao aumento da expectativa de vida. Ao final, “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose", como diz a célebre frase do médico e físico Paracelso, a qual se aplica com maestria a esse caso.

 

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Café Requentado Faz Mal à Saúde?

CAFÉ REQUENTADO FAZ MAL À SAÚDE?

Não é inédita a situação de se fazer café e, por descuido, errar a quantidade e sobrar. Por conta disso, também é recorrente o ato de reaproveitar o café que sobrou, reaquecendo quando for consumi-lo. O que parece ser uma prática comum e inofensiva pode, em longo prazo, trazer problemas à saúde. Entenda:

O QUE ACONTECE COM O CAFÉ AO SER REQUENTADO?

Toda matéria orgânica, quando submetida ao processo de oxidação, começa a se degradar. Com o café, não é diferente. Suas propriedades já começam a se alterar no momento de moagem e torra do grão.

Ao consumir um café preparado na hora, aproveita-se todo o sabor e aroma do produto, além de ser benéfico para a saúde em quantidades adequadas.

Porém, ao ser requentado, o café (que já ficou oxidando durante o tempo que levou para esfriar) acelera o processo de oxidação e, assim, sua degradação. Além de aroma e sabor serem alterados, o café requentado pode causar enjoos, azia, e demais complicações.

COMO OCORRE A OXIDAÇÃO NO CAFÉ?

Depois de moído, o café já começa a se degradar. O processo acelera a cada 10 °C acima da temperatura ambiente. Depois de pronto, o café inicia a oxidação após 20 minutos. Se for adoçado e guardado em garrafa térmica, o processo também se agrava e a bebida estará totalmente oxidada em cerca de uma hora após o preparo.

Isso não significa que o uso da térmica deve ser suspenso! Apenas que o consumo deve ser o mais rápido possível, a fim de saborear o café no melhor de suas condições de sabor e aroma.

QUAIS OS EFEITOS A LONGO PRAZO?

O consumo contínuo de café requentado, ou seja, oxidado e com suas propriedades originais alteradas, pode ser extremamente nocivo para o ser humano e causar irritações mais graves no estômago.

BENEFÍCIOS DO CAFÉ FRESCO

O café é um grande aliado de nossa saúde. Quando consumido nas condições adequadas, previne até doenças como Alzheimer, Parkinson, diabetes tipo II, câncer e demais outras.

A Fazenda Aliança oferece, em seus produtos, qualidade única em seu café, perceptível no aroma, na acidez e também na torra. Em suas recomendações de preparo e consumo, proporcionam a melhor experiência em consumo de café e, por consequência, uma vida mais saudável.

Com diversas opções de boa qualidade, definitivamente, não compensa tomar café requentado.

Entre em nossa loja e conheça um pouco mais sobre as mais variadas opções de café!

 

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Diferentes formas de consumir café

Diferentes formas de consumir café

O café puro habita há muito tempo o cotidiano do brasileiro, mas essa bebida tão querida tem um enorme potencial a ser explorado. Descubra a seguir como expandir os horizontes para além do tradicional café coado ou expresso

A forma mais comum de consumo de café no Brasil é o tradicional cafezinho coado, seguido pelo espresso que caiu nas graças dos brasileiros, entretanto o universo de possibilidades de preparo da bebida é amplamente vasto e tem sido cada vez mais explorado em diversas formas.

Com mais ou menos água, acrescido de leite, chocolate, caramelo, sorvete e até mesmo bebidas alcoólicas, o café apresenta diversas potencialidades e possibilidades de combinação de texturas, intensidade e sabores, compondo bebidas igualmente incríveis mas com características muito diferentes.

Variando o café puro

Apesar de no ideário coletivo popular o café puro parecer sempre igual, existem na realidade várias formas de compô-lo. Partindo-se principalmente do espresso se originam variações da bebida apenas pela combinação de diferentes concentrações de água e café.

Ristretto, também conhecido como café curto, é a forma mais concentrada de se preparar um café. Conta com a mesma quantidade de pó utilizado no espresso, porém é extraído com um volume menor de água, resultando ao final em 15 a 20 ml de bebida pronta. É extremamente encorpado e traz características mais acentuadas e consistentes, proporcionando uma bebida intensa em todos seus atributos, o que justifica ser ele considerado o néctar do café.

O americano trata-se de uma composição bem diferente, sendo a forma mais diluída de preparo da bebida. Com uma média de 180 ml quando pronto conta com ⅓ do volume de café espresso acrescido de ⅔ de água quente. O resultado é uma bebida bastante diluída e mais suave, com aroma típico, sabor agradável e de fácil palatabilidade, agradando facilmente a diferentes consumidores.

Acrescente cremosidade com leite

A versão com menor quantidade de leite acrescido é o macchiato. Seu preparo consiste em um espresso com apenas espuma de leite vaporizado em cima. A combinação sutil permite que a pouca quantidade de leite constante minimize o amargor do café, proporcionando um espresso de sabor mais suave.

O mais conhecido dentre essa categoria é o popular capuccino, já amplamente consumido pelos brasileiros. Seu preparo leva ⅓ de café, ⅓ de leite e ⅓ de espuma do leite. Ao final, tem-se uma bebida de em média 150 ml, consistência cremosa, espuma densa e sabor equilibrado. Há também aqueles que acrescentam canela ou chocolate, enriquecendo ainda mais a composição.

Com grande quantidade de leite acrescido o latte pode até parecer um capuccino, mas são diferentes. O latte tem em média 150 ml e seu preparo leva apenas uma dose de espresso, sendo o volume restante completado com leite. O resultado é uma bebida mais suave, com mais sabor de leite que de café.

Para aqueles que apreciam bebidas mais doces e encorpadas o mocha é uma excelente alternativa. Também conhecido como mocaccino, é composto de uma base de ganache ou calda de chocolate, espresso e leite cremoso, o que origina uma bebida densa e muito agradável principalmente para quem não aprecia o tradicional amargor do café.

Enriquecendo os drinks

O café é tão apreciado que seu sabor também foi levado para a composição de drinks alcoólicos. Sendo uma bebida tão querida no Brasil, nada mais justo que a sua combinação com um drink tipicamente brasileiro: a caipirinha. A caipirinha de café consiste no acréscimo de um espresso gelado à tradicional caipirinha de limão, proporcionando um drink refrescante e com uma combinação de sabores inusitada e harmônica.

Irish coffe é uma bebida ideal para aquecer dias frios. Sua criação é atribuída a Joseph Sheridan que, para aquecer turistas que necessitaram fazer um pouso forçado em sua cidade, na Irlanda, acrescentou um pouco de uísque irlandês ao café quente com creme. Essa bebida é caracteristicamente encorpada, com sabor intenso e notas que remetem a chocolate ou caramelo, apresentando também um equilíbrio ideal entre o amargor do café, o amadeirado do uísque e a cremosidade da espuma de creme de leite fresco.

Seja no café da manhã ou no happy hour sempre vai existir um tipo de café que certamente se adapta para cada ocasião. Independente do preparo desejado é muito importante antes escolher um café de qualidade para ser a estrela da bebida e não há melhor opção que os cafés especiais. A Fazenda Aliança garante um café de altíssimo padrão, com grãos arábica 100% selecionados, proporcionando uma experiência incrível seja qual for o seu tipo de café preferido.

 

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Café e Sustentabilidade - Entenda como essa relação funciona e muito bem

Café e Sustentabilidade - Entenda como essa relação funciona e muito bem

Garantir uma produção respeitosa e responsável faz com que a sustentabilidade já tenha se tornado indispensável à cafeicultura

O café, desde que teve seu plantio iniciado em terras brasileiras, sempre teve ampla participação e importância no setor agrícola e, consequentemente, na economia do país. Com o avançar das décadas a forma de se cultivar, colher, beneficiar e vender café foi se aprimorando, de forma que atualmente não basta apenas ter uma grande produção ou lucros astronômicos, é necessário se preocupar com a forma que a cadeia de produção toda decorre. Com isso, é crescente também a passos largos a associação de práticas sustentáveis à agricultura cafeeira.

Sustentabilidade e cafeicultura

O conceito de sustentabilidade não é completamente definido e fixo, sendo ainda muito debatido e interpretado com diferentes vieses, mas tratando de seu cerne ele diz respeito a adoção de uma nova mentalidade tanto para produção quanto para consumo. Práticas sustentáveis, ao contrário do que ronda o imaginário popular, não dizem respeito apenas a atitudes de preservação ambiental, mas sim do planejamento de toda cadeia de produção a fim de que seja viável econômica, social e ambientalmente, proporcionando excelentes resultados no presente e garantindo que eles possam continuar a existir no futuro.

O café é ao redor do mundo a cultura agrícola que mais progrediu rumo à sustentabilidade, tendo o Brasil como um dos principais representantes dessas novas práticas. Uma ferramenta importantíssima para isso foi a criação da Plataforma Global do Café (GCP), uma associação internacional atuante em 8 países e que conta com mais de 200 membros de toda cadeia produtiva do café, a qual visa trabalhar coletivamente em prol de um setor cafeeiro próspero e sustentável para as gerações vindouras. Ativa no Brasil desde 2012, seu principal instrumento desenvolvido foi o Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC).

Currículo de Sustentabilidade do Café (CSC)

O CSC é um documento de construção coletiva entre entidades dos principais estados brasileiros produtores de café. Trata-se de uma seleção dos temas centrais para atuação em sustentabilidade, sendo portanto uma referência comum para aplicação de práticas sustentáveis na cafeicultura. Apresenta 122 práticas divididas entre 11 macrotemas e classificadas entre “proibidas”, “prioritárias” e “recomendadas”. Para facilitar sua aplicação foi desenvolvido também um manual com uma espécie de resumo do CSC, contendo 18 itens fundamentais para práticas sustentáveis e como implementá-los. Suas temáticas são divididas entre os 3 eixos da sustentabilidade: economia, responsabilidade social e meio-ambiente.

Aspectos econômicos

O grande beneficiário de uma produção sustentável é o próprio produtor e sua propriedade. Saber gerir bem a produção é um fator indispensável para que ela alcance seu ápice de produtividade econômica. O produtor deve se tornar também um bom gerente para assim alcançar as melhores taxas de qualidade, controle, organização e lucro.

É imprescindível uma boa administração de custos de produção bem como a organização de registros e documentações. Dessa forma o produtor sabe como e quando investir em melhorias e também o que é necessário fazer para que sua produção se mantenha estável dentro das melhores condições possíveis.

Aspectos ambientais

Tópico mais conhecido dentro das práticas sustentáveis. Diz respeito a manter uma produção lucrativa mas que respeita os limites ambientais e trabalha para que os recursos naturais permaneçam viáveis para as gerações futuras.

Engloba principalmente conservação do solo e vegetação nativa, recuperação de áreas degradadas, uso racional de água e manejo correto de agroquímicos, desde seu armazenamento, uso propriamente dito e descarte de resíduos.

Aspectos sociais

Com crescente importância dentro da cafeicultura, a preocupação com o recurso humano na produção é essencial para um bom desenvolvimento de toda cadeia. Atualmente a relação de trabalho é regulamentada pela Legislação Trabalhista, garantido ao trabalhador saúde e segurança com práticas como fornecimento e uso correto de EPIs e disponibilização de treinamentos frequentes, a fim de proporcionar sempre um aperfeiçoamento de suas habilidades, beneficiando tanto o produtor quanto seus colaboradores.

Também traz a ideia de aproximar jovens e mulheres da agricultura cafeeira, estimulando a sucessão familiar e permanência e investimento no campo.

Certificação do café

A manutenção de práticas sustentáveis hoje é extremamente importante tanto para os produtores quanto para a sociedade como um todo. Dessa forma, é essencial que o consumidor saiba se o produto que está adquirindo está de acordo com essas práticas. Para tanto, surgiram selos de certificação que garantem que o café é produzido de forma sustentável, buscando um crescente impacto positivo na sociedade e no ambiente e acompanhando e estimulando melhorias na produção.

A Fazenda Aliança possui dois dos mais importantes selos de certificação atuais: UTZ e Rainforest Alliance. Com isso, garantimos que o café que chega à sua xícara não é apenas de altíssima qualidade, mas também é produzido com muito cuidado e responsabilidade em todas suas etapas.

Garantir práticas sustentáveis não se trata mais de pensar no futuro apenas, mas sim de proporcionar uma melhor relação produtiva hoje e permanecer assim caminhando sempre bem, com respeito e cuidado com o ambiente e a sociedade.

 

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Café filtrado ou café expresso, qual o melhor?

Café filtrado ou café expresso, qual o melhor?

O amor por café é um só, mas o clássico querido pelos brasileiros pode se apresentar de diversas formas. Conheça agora um pouco mais sobre suas formas de preparo mais comuns e suas diferenças

Sem dúvidas o café coado é a forma mais popular no Brasil, sendo o escolhido de 93% dos consumidores da bebida, entretanto isso não é visto apenas aqui em terras tupiniquins: no Japão e em países escandinavos coar o café também é muito comum. Já o café expresso, de origem italiana, é o mais comum na Europa. O conceito de café expresso está ligado à palavra de origem italiana “spremere”, já que a principal característica desse preparo envolve "espremer" o café sobre uma pressão de água.

Apesar de ambos se tratarem do mesmo tipo de bebida, o famoso cafézinho, há significativas diferenças entre as formas de preparo, o que resulta em produtos finais com características muito diferentes.

Modo de preparo do café

A forma como as bebidas são preparadas é a diferença mais evidente e facilmente percebida entre elas. O café coado, assim como o próprio nome já diz, é feito utilizando-se um filtro de papel ou tecido para coar o pó acrescido de água. É a forma mais tradicional de preparo e também a mais simples, podendo ser feito manualmente ou utilizando-se apenas uma cafeteira simples.

O preparo do expresso necessita de uma máquina específica. O café moído é colocado em um filtro metálico, compactado e empurrado pela água em alta pressão, sendo essa sua principal característica.

Proporção de água e temperatura

A quantidade de água utilizada nas bebidas influencia muito em suas características finais. O expresso utiliza em seu preparo tradicional a proporção de 1g de café para 2g de água aquecida a 90º C associada a uma pressão de 9 bars. Servido em uma dose de 30ml, segundo padrão de qualidade internacional, o resultado é uma bebida concentrada, com muito conteúdo em uma extração pequena.

Tratando-se do café coado, a proporção é bem diferente. Nesse caso, é utilizado em média 1g de café para 12 a 16g de água aquecida entre 90 e 95º C, proporcionando uma bebida muito mais diluída e suave.

Características da bebida

Sabores mais básicos do café são percebidos em bebidas mais leves, diluídas, enquanto bebidas mais concentradas trazem características mais acentuadas e consistentes. O café coado, pela maior quantidade de água, caracteriza-se como uma bebida mais suave, com aroma típico e sabor agradável ao paladar que agrada facilmente a diferentes consumidores.

A máquina de expresso potencializa as características do café, de forma que o expresso é muito rico e complexo em sabor. Por conter menos água, é uma bebida muito mais concentrada, densa, com maior quantidade de sólidos e óleos essenciais do grão dissolvidos, proporcionando uma bebida intensa em todos seus atributos, como acidez, doçura, sabor e aroma. Além disso, costuma apresentar uma espuma que não dissolve mesmo quando mexido.

Quantidade de cafeína

Muitas vezes acredita-se que por o café expresso ser mais denso e intenso em sabor e corpo ele também possui maior taxa de cafeína, entretanto isso não é verdade. A quantidade de cafeína da bebida se relaciona, para além do tipo de grão e moagem escolhida, principalmente com o tempo que a água fica em contato com o café.

Geralmente o tempo do café ser coado gira em torno de 2 a 3 minutos, enquanto o preparo de um expresso leva de 20 a 30 segundos. Dessa forma, a cafeína é melhor extraída no café coado, o qual apresenta em média de 150 a 300 mg de cafeína por xícara, frente a uma dose típica de expresso que apresenta de 90 a 200mg de cafeína.

E no final das contas qual dos dois é o melhor? Coado ou expresso? Na realidade, a resposta correta é “nenhum”. Nesse caso não há superioridade entre as duas modalidades, mas sim uma variação de preferência segundo o gosto de cada um que aprecia a bebida.

Seja coado ou expresso, uma coisa é imprescindível para apreciar uma excelente bebida: a qualidade do café. Nossos cafés especiais possuem origem 100% arábica, com grãos selecionados, ideais para qualquer preparo e prontos para tornarem o seu cafezinho uma experiência inigualável.

 

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Conheça a história do Brasil com o Café

Conheça a história do Brasil com o Café

Do ápice ao declínio e retorno à estabilidade, a relação íntima da cultura cafeeira com a história brasileira mostra o quanto essa bebida está muito mais presente em nossas vidas do que se pode imaginar.

Desde que o café chegou ao Brasil suas histórias se fundiram de forma indissociável. Uma vez tendo se tornado em dado momento o principal produto de exportação nacional o café perdurou permanentemente como destaque de produção e exportação nacional até os dias atuais. Falar sobre café é falar sobre a nossa história como brasileiros em passado, presente e futuro.

De onde vem o café

De tão querida que é essa bebida no nosso país muitos devem imaginar que o café é um fruto originalmente brasileiro, mas isso não é realidade. O café tem suas origens na África, mais especificamente nas planícies altas da Etiópia, e segundo lendas contadas foi descoberto por pastores que percebiam que suas cabras ficavam significativamente mais agitadas quando comiam esses frutos.

Saindo da África, o café passou a ser cultivado no mundo árabe, e é nesse momento que acredita-se que essa bebida recebeu seu nome. Derivado da palavra qahwa, que quer dizer vinho, o café foi assim nomeado em associação à coloração resultante de sua infusão.

Caminho até o Brasil

O consumo da bebida se difundiu na Europa, fazendo o mesmo, portanto, com o cultivo da planta que a originava, entretanto esse consumo ainda se mostrava muito singelo.

Por volta dos anos de 1700 mudas foram trazidas pelos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais ao Suriname, onde introduziram esse cultivo. De lá, o café passou a ser cultivado também na Guiana Francesa e, dela, chegou ao Brasil em 1727, em Belém do Pará.

Em pouco tempo as modestas plantações da região Norte se expandiram para o Sudeste e em 1760 o café chegou ao Rio de Janeiro. Com boas condições climáticas e solo propício, seu plantio e cultivo deu muito certo no chamado Vale do Paraíba, região que envolve os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e sudeste de Minas Gerais. Com o passar do tempo esse cultivo foi se expandido para o oeste paulista, onde encontraram a “terra roxa”, também excelente para a cafeicultura.

O Ouro verde

Em franca expansão, as fazendas de café tornavam-se cada vez maiores e mais produtivas. O Brasil viu no café a oportunidade de sustentar sua economia, dado que a exportação de produtos anteriormente importantes para a economia já não mais gerava amplo lucro e o ciclo do ouro já estava se esgotando. Houve um grande investimento na produção cafeeira e dentro de pouco tempo os cafezais se tornaram a atividade econômica mais importante do país.

A partir da segunda metade do século XVIII se inicia a revolução industrial e, com ela, o café passa a ser amplamente consumido, dado suas características estimulantes. Tendo como principais importadores Estados Unidos e Europa, o Brasil passa a movimentar importantes valores em exportação, o que elevou significativamente sua importância, tornando-se o maior exportador de café do mundo.

Quem gerava tanta riqueza

As fazendas cafeeiras funcionavam seguindo o sistema de Plantation, ou seja, tratavam-se de latifúndios monocultores que objetivavam a exportação do produto, utilizando para isso força de trabalho escrava.

Infelizmente a escravidão é uma marca lamentável de grande parte da história do nosso país e das riquezas geradas ou produzidas ao longo do tempo, entretanto o ciclo do café apresenta uma peculiar e importante relação com esse processo.

Inicialmente toda mão de obra utilizada era escrava, entretanto com a proibição do tráfico negreiro e, posteriormente, da escravidão no final do século XIX os cafeicultores se viram com uma ausência crônica de mão de obra para o trabalho.

Frente a isso, e atrelado a uma campanha eugenista de branqueamento populacional, o governo brasileiro estimulou a vinda de imigrantes para trabalharem de forma assalariada nas fazendas. Durante esse período tivemos uma massiva entrada de imigrantes no Brasil, principalmente italianos e alemães, os quais atualmente são parte importante na composição do “povo brasileiro”.

Destaque para o Sudeste

O ciclo do café e sua importante contribuição para a economia nacional transformou a região Sudeste no centro político e econômico do Brasil.

Os lucros obtidos com o café foram essenciais para modernização e desenvolvimento industrial e urbano, tornando a região Sudeste muito distinta das demais. Ferrovias foram construídas para escoar a produção cafeeira até o porto de Santos, diversas cidades surgiram no interior paulista e os lucros obtidos com o café foram essenciais para o processo de industrialização brasileira.

Com tantos benefícios a monocultura cafeeira cada vez mais expandia-se por parecer que finalmente os latifundiários haviam achado a sua “galinha dos ovos de ouro”, tendo alcançado o norte do Paraná e sul de Minas. A produção crescia tanto que nos anos iniciais do século XX o Brasil passou a produzir mais café do que o mercado poderia absorver o que é um grande problema. Para tentar amenizar a desvalorização do produto no exterior, o governo brasileiro estipulou diversas medidas protetivas em diferentes momentos, mas nada se mostrou realmente efetivo. O golpe derradeiro à supremacia do café veio com a crise de 1929, em que muitos cafeicultores faliram e grandes propriedades foram sendo divididas, dando origem a um novo ciclo.

Entretanto, mesmo com todas suas crises e problemas, o café permaneceu com expressão massiva dentre as exportações e fonte de lucro para o Brasil até a atualidade.

O café no Brasil nos dias de hoje

O Brasil ainda segue sendo o maior produtor de café no mundo, correspondendo a ⅓ de todo café produzido mundialmente. Segundo a Embrapa, no ano de 2020 a produção brasileira de café foi estimada em 61,62 milhões de sacas de 60kg, o que representa um aumento de 25% em relação à safra de 2019, sendo Minas Gerais o principal estado responsável por esses resultados. Tratando-se de valor bruto de produção, a estimativa para a lavoura brasileira em 2020 é de R$ 519,08 bilhões.

Mesmo depois de tanto tempo o café ainda configura-se entre as cinco principais culturas brasileiras em termos de arrecadação, ficando atrás apenas da soja, milho, cana-de-açúcar e algodão.

É notório que ainda na atualidade e por muito tempo as marcas e o legado da cafeicultura permanecem e permanecerão na história brasileira. Com isso, constatamos que ainda hoje falar de café é falar de Brasil e falar de Brasil é falar de café. Falando nisso, vai um cafezinho aí?

 

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